"Mary Poppins" de 1964 lançou Julie Andrews ao cinema mundial e se tornou um sucesso quase que imediato. Daquele ano para 2018, se passaram mais de 50 anos... é um mundo novo e diferente, com adultos e crianças diferentes dos que existiam na década de 60 e fazer um novo filme de Poppins era algo impensável e impossível; não podiam tocar em um dos bens mais preciosos da indústria. A decisão da sequência, nas mãos experientes do talentoso Rob Marshall, se mostrou como um dos maiores desafios da indústria criada pelo homem sonhador de Chicago.
Canonicamente, o novo longa se passa mais de vinte anos após a redenção de George Banks no clímax do filme original. O mundo está abalado com a Grande Depressão, Londres está mais cinzenta do que nunca e amontoada de desempregados, Michael Banks ( Ben Whishaw) e seus três filhos estão prestes a perder o número 17 da Rua das Cerejeiras por falta de dinheiro. Mary Poppins volta com seu guarda chuva e sua mala de carpete e se instala novamente na residencia em busca de conectar o patriarca com sua criança interior e, ao mesmo tempo, salvar a casa dos Banks.
Embora não tenha o mesmo charme que seu antecessor, Mary Poppins Returns captura nosso afeto pela personagem como se fosse uma cobra e a cada referencia e música, nos vemos mais presos nessa artimanha armada pela Casa do Rato. O filme foi feito com maestria e com paixão, tanto pelos dentro quanto pelos fora de tela. Sim...é uma história básica, mas a do original também é e os dois longas conseguem cumprir seus objetivos com sucesso: passar uma mensagem e em meio a música e desenhos. Esse novo filme, alem de servir como uma sequencia, serve para introduzir a icônica personagem a uma geração nova, onde poucos sabem de sua existência e muitas vezes a confundem com outra babá encantada. Mesmo sendo uma sequência, a história encanta e diverte, de uma maneira diferente do original.
A animação tradicional está na tela para remarcar as pilastras que sustentaram o estudio por quase sete décadas. A fluidez dos personagens desenhados e animados foram de deixar qualquer um boquiaberto. Quando a cena animada acaba e nos vemos novamente na casa nº17, queremos mais desse mundo mágico existente dentro de uma tigela de porcelana
Emily Blunt está praticamente perfeita em todos os sentidos, servindo como a sucessora perfeita para Julie Andrews; Lin Manuel-Miranda é Jack, um acendedor de lampiões que sempre tem um sorriso no rosto, sendo o "Bert" da aventura. O restante do elenco trabalha com maestria, desenvolvendo todos os personagens de uma maneira única, indo de uma prima excêntrica interpretada por Meryl Streep até cameos brilhantes de Angela Lansbury e de Dick Van Dyke
As músicas oferecidas ao público prometem se tornar classicas no futuro, com estilo remetente as criadas pelos Irmãos Sherman para o clássico de 64
"Mary Poppins Returns" é uma das melhores obras que o estúdio oferece nos últimos anos. As novas gerações poderão desfrutar de um filme de Mary Poppins feito de forma unica, e carregado de significados, tanto para o estúdio que o fez, quanto para as pessoas que desfrutaram
Espero que tenham gostado
Um abraço
Miguel
Minhas ideias a respeito das animações da Disney e outras. Finais alternativos,últimas notícias e comentários em geral. Meu blog é seu blog
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
"E com vocês, Dumbo!!!"
Em julho de 2014, anunciaram a adaptação em live-action do clássico "Dumbo", quarto longa-metragem feito pela companhia de Walt Disney. A animação de 1941 encantou ( e encanta) milhões ao redor do mundo, com a cativante história do filhote elefante que possui a habilidade de voar. No primeiro semestre de 2015, a revelação de Tim Burton como diretor desse novo longa dividiu opiniões.
Tim Burton é um diretor norte-americano conhecido por seu estilo gótico, pálido e com fortes influencias do macabro. O californiano sexagenário foi o principal responsável por inúmeros clássicos de Sessão da Tarde nas décadas de 80 e 90, como: Edward Mãos de tesoura, Batmans Returns, Ed wood , Marte Ataca , entre outros. Burton também foi um dos principais responsáveis pela popularização do Stop-Motion. Algumas obras produzidas ou dirigidas por Tim usando essa tática são: O Estranho Mundo de Jack, James e o Pêssego Gigante, A Noiva Cadáver e Frankewinnie.
Além disso, Tim Burton foi o diretor da adaptação que deu origem a era dos live-actions; o seu "Alice no país das maravilhas" de 2010 serviu como ponto de partida para todas a adaptações (e readaptações) que vieram e que estão por vir. Sua escolha para dirigir um filme como "Dumbo" pegou muitos de surpresa.
"Dumbo" foi lançado em outubro de 1941, poucos meses antes dos ataques do Império Japonês contra a base naval americana localizada em Pearl Harbor. A história do pequeno elefante é considerada uma das mais belas e mais melancólicas do estúdio. O longa, de somente 64 minutos, serviu de origem para momentos icônicos do cinema: Quem nunca se emocionou com a elefoa aprisionada ninando seu filho por entre as grades? Ou se assustou, quando os elefantes-cor-de-rosa começaram a saltar pela tela?
Até o momento, dois trailers do longa foram divulgados e a atmosfera nostálgica e melancólica se mantem em quase todos os momentos. As prévias liberadas deixam claro que a tristeza encrustada na animação foi ampliada e, provavelmente será desenvolvida. Diferente do longa da década de 40 , os animais não falam e personagens humanos tomaram seu lugar.
Enredo:
"Holt Farrier ( Colin Farrel) , um ex-artista de circo que voltou da Segunda Grande Guerra, é contratado por Max Medici (Danny DeVitto) para tomar conta do filhote de elefante recém-nascido. Seus filhos descobrem que o animal, que possui um par de orelhas descomunais, tem a capacidade de voar. Ao descobrir isso, o ganancioso empresário V.A Vandemere ( Michael Keaton) vê uma oportunidade de se beneficiar com as habilidades do animal."
O longa promete se tornar, para muitos, um clichê óbvio e de final meloso, onde teremos subtramas desnecessárias e atuações a desejar. Mas, embora seja recebido com receio, o novo longa planeja tratar de um assunto que tem vindo a tona nas últimas décadas: O circo e o uso de animais nele.
Os Elefantes e o Circo
O uso de animais selvagens em apresentações circenses é datado desde a Grécia Antiga. Até quarenta anos atrás, as performances com animais eram programas para todas as famílias, como uma maneira de adultos e crianças presenciarem feras das savanas africanas e das florestas tropicais. Eu mesmo, nos primeiros anos da minha infância, fui a um show desses e me encantei com os animais.
Na década de 40, período em que ambos os filmes se passam, a presença deste tipo de espetáculo era algo fenomenal e de grandes proporções. Com o decorrer das décadas, os maus tratos enfrentados pelos animais passaram a se tornar mais evidentes para o público. Embora inúmeras espécies de animais tenham sofrido nessa instituição, os elefantes merecem um pouco mais de espaço nesse determinado quesito.
O martírio dos elefantes de circo começa em seus primeiros dias de vida, quando estes são separados de suas respectivas mães ( aparentemente, no live, teremos algo semelhante com a Senhora Jumbo). Depois da separação , os animais são colocados em isolamento para , depois, prepararem para o inicio do treinamento. O treinamento consiste em uma básica tortura, onde os FILHOTES são amarrados em posições nada naturais e feridos com bullhooks . Muitos destes animais não conheceram outro tipo de vida se não a cheia de abusos e acabam se revoltando contra seus treinadores e executados por isso.
A ideia de circos com animais é inconcebível no cenário atual. Em "Dumbo" aparentemente, teremos a representação positiva e negativa da instituição, sendo a Dreamland de V.A Vandemere o aspecto negativo e o Medici Bros Circus o aspecto positivo, onde o protagonista tende a ficar no início. Mas muitos fãs anseiam por um final diferente do original, onde Dumbo e sua mãe não trabalhem mais no circo. Há oitenta anos, o final seria satisfatório, mas esse final em um longa dos dias atuais acabaria por deixar um gosto amargo na boca dos fãs
E vocês? Acham que Burton consegue passar uma mensagem usando Dumbo?
Espero que tenham gostado ( e não tenham chorado)
Um abraço
Miguel
Tim Burton é um diretor norte-americano conhecido por seu estilo gótico, pálido e com fortes influencias do macabro. O californiano sexagenário foi o principal responsável por inúmeros clássicos de Sessão da Tarde nas décadas de 80 e 90, como: Edward Mãos de tesoura, Batmans Returns, Ed wood , Marte Ataca , entre outros. Burton também foi um dos principais responsáveis pela popularização do Stop-Motion. Algumas obras produzidas ou dirigidas por Tim usando essa tática são: O Estranho Mundo de Jack, James e o Pêssego Gigante, A Noiva Cadáver e Frankewinnie.
Além disso, Tim Burton foi o diretor da adaptação que deu origem a era dos live-actions; o seu "Alice no país das maravilhas" de 2010 serviu como ponto de partida para todas a adaptações (e readaptações) que vieram e que estão por vir. Sua escolha para dirigir um filme como "Dumbo" pegou muitos de surpresa.
"Dumbo" foi lançado em outubro de 1941, poucos meses antes dos ataques do Império Japonês contra a base naval americana localizada em Pearl Harbor. A história do pequeno elefante é considerada uma das mais belas e mais melancólicas do estúdio. O longa, de somente 64 minutos, serviu de origem para momentos icônicos do cinema: Quem nunca se emocionou com a elefoa aprisionada ninando seu filho por entre as grades? Ou se assustou, quando os elefantes-cor-de-rosa começaram a saltar pela tela?
Até o momento, dois trailers do longa foram divulgados e a atmosfera nostálgica e melancólica se mantem em quase todos os momentos. As prévias liberadas deixam claro que a tristeza encrustada na animação foi ampliada e, provavelmente será desenvolvida. Diferente do longa da década de 40 , os animais não falam e personagens humanos tomaram seu lugar.
Enredo:
"Holt Farrier ( Colin Farrel) , um ex-artista de circo que voltou da Segunda Grande Guerra, é contratado por Max Medici (Danny DeVitto) para tomar conta do filhote de elefante recém-nascido. Seus filhos descobrem que o animal, que possui um par de orelhas descomunais, tem a capacidade de voar. Ao descobrir isso, o ganancioso empresário V.A Vandemere ( Michael Keaton) vê uma oportunidade de se beneficiar com as habilidades do animal."
O longa promete se tornar, para muitos, um clichê óbvio e de final meloso, onde teremos subtramas desnecessárias e atuações a desejar. Mas, embora seja recebido com receio, o novo longa planeja tratar de um assunto que tem vindo a tona nas últimas décadas: O circo e o uso de animais nele.
Os Elefantes e o Circo
O uso de animais selvagens em apresentações circenses é datado desde a Grécia Antiga. Até quarenta anos atrás, as performances com animais eram programas para todas as famílias, como uma maneira de adultos e crianças presenciarem feras das savanas africanas e das florestas tropicais. Eu mesmo, nos primeiros anos da minha infância, fui a um show desses e me encantei com os animais.
Na década de 40, período em que ambos os filmes se passam, a presença deste tipo de espetáculo era algo fenomenal e de grandes proporções. Com o decorrer das décadas, os maus tratos enfrentados pelos animais passaram a se tornar mais evidentes para o público. Embora inúmeras espécies de animais tenham sofrido nessa instituição, os elefantes merecem um pouco mais de espaço nesse determinado quesito.
O martírio dos elefantes de circo começa em seus primeiros dias de vida, quando estes são separados de suas respectivas mães ( aparentemente, no live, teremos algo semelhante com a Senhora Jumbo). Depois da separação , os animais são colocados em isolamento para , depois, prepararem para o inicio do treinamento. O treinamento consiste em uma básica tortura, onde os FILHOTES são amarrados em posições nada naturais e feridos com bullhooks . Muitos destes animais não conheceram outro tipo de vida se não a cheia de abusos e acabam se revoltando contra seus treinadores e executados por isso.
E vocês? Acham que Burton consegue passar uma mensagem usando Dumbo?
Espero que tenham gostado ( e não tenham chorado)
Um abraço
Miguel
sábado, 15 de dezembro de 2018
"Mary Poppins, é um prazer revê-la"
Em 1934, as livrarias britânicas receberam a primeira parte da saga da babá voadora. "Mary Poppins" de P.L Travers encantou inúmeras famílias ao redor do mundo, incluindo a família Disney, nos Estados Unidos. Walt Disney, o rei do entretenimento da época, ansiou por adaptar as aventuras da família Banks para a tela prateada, mas a proposta foi logo rejeitada pela conservadora autora. Uma batalha de quase duas décadas ocorreu, e somente em 1964, trinta anos depois do lançamento do livro, a babá conseguiu aterrisar nas salas de cinema, sendo interpretada de maneira magistral pela iniciante Julie Andrews
O filme foi um sucesso estrondoso e se tornou a principal joia da coroa de Walt e de seu estúdio. Hoje, o longa estrelado por Julie Andrews e Dick Van Dyke é um clássico, tanto por suas músicas como por suas inovações tecnológicas. Até P.L Travers, a rabugenta autora da série de oito livros sobre Poppins, afirmou que o filme era "glamouroso e bom, em seu próprio nível". O longa se tornou um ícone na cultura pop e deu origem a memes e referencias (Guardiões da Galaxia 2, estou olhando para você)
Pois bem, meio século se passou até que a Casa do Rato decidiu fazer uma continuação da clássica e quase atemporal história. O responsável por essa missão impossível foi ninguém menos que Rob Marshall, especialista em musicais e responsável por levar "Chicago" (filme ganhador da estatueta de melhor filme se 2002) e "Into the Woods" as telonas. O longa começou a ser gravado em fevereiro de 2017, tendo Emily Blunt no papel de Mary Poppins, substituindo Andrews (atualmente com 83 anos)
Blunt já afirmou em inúmeras entrevistas, que se inspirou na Poppins dos livros para criar sua versão da personagem: uma Mary Poppins mais séria, rígida, deliciosamente rude e ... bem mágica
O elenco beira o impecável
Lin Manuel Miranda ( Hamilton) interpreta Jack, aprendiz de Bert; Ben Whishaw (Paddington) e Emily Mortimer ( A invenção de Hugo Cabret) interpretam os irmãos Banks na fase adulta; Julie Walters (Mamma Mia) interpreta Ellen, a governanta dos Banks. Dick Van Dyke ( o Bert do Mary Poppins), com mais de noventa anos de idade, retorna no filme como Sr Dawes Jr. No novo longa, também somos apresentados a personagens dos outros livros escritos por P.L Travers como: Topsy Poppins, Prima da babá, e a senhora dos balões, interpretadas por duas veteranas: Meryl Streep e Angela Lansbury respectivamente
Um filme com Mary Poppins precisa de música, não é? E os responsáveis pelas músicas de Mary Poppins Returns são os mesmos responsáveis pelas músicas do musical Hairspray: a dupla composta por Marc Shaiman e Scott Wittman.
Enredo:
O filme se passa em 1935, vinte e cinco anos depois do filme original. Michael Banks se recupera da morte da esposa junto da irmã e de seus três filhos na casa número dezessete das rua das Cerejeiras. A imaginação do filho de George Banks se perdeu por completo e a família passa por momentos melancólicos em uma Londres nublada e fria. Um dia, porém, Mary Poppins desce das nuvens e se prepara para inúmeras aventuras com a nova geração de crianças, disposta a mais uma vez, salvar o patriarca da família Banks.
O filme estreia dia 20 de dezembro nos cinemas brasileiros e, atualmente, vem recebendo elogios de quase todos os críticos no exterior.
E vocês? Quais são suas expectativas para o filme?
Espero que tenham gostado.
Um Abraço,
Miguel
P.S:É muito bom estar de volta
O filme foi um sucesso estrondoso e se tornou a principal joia da coroa de Walt e de seu estúdio. Hoje, o longa estrelado por Julie Andrews e Dick Van Dyke é um clássico, tanto por suas músicas como por suas inovações tecnológicas. Até P.L Travers, a rabugenta autora da série de oito livros sobre Poppins, afirmou que o filme era "glamouroso e bom, em seu próprio nível". O longa se tornou um ícone na cultura pop e deu origem a memes e referencias (
Pois bem, meio século se passou até que a Casa do Rato decidiu fazer uma continuação da clássica e quase atemporal história. O responsável por essa missão impossível foi ninguém menos que Rob Marshall, especialista em musicais e responsável por levar "Chicago" (filme ganhador da estatueta de melhor filme se 2002) e "Into the Woods" as telonas. O longa começou a ser gravado em fevereiro de 2017, tendo Emily Blunt no papel de Mary Poppins, substituindo Andrews (atualmente com 83 anos)
cena do número de abertura de "Chicago"
Blunt já afirmou em inúmeras entrevistas, que se inspirou na Poppins dos livros para criar sua versão da personagem: uma Mary Poppins mais séria, rígida, deliciosamente rude e ... bem mágica
O elenco beira o impecável
Lin Manuel Miranda ( Hamilton) interpreta Jack, aprendiz de Bert; Ben Whishaw (Paddington) e Emily Mortimer ( A invenção de Hugo Cabret) interpretam os irmãos Banks na fase adulta; Julie Walters (Mamma Mia) interpreta Ellen, a governanta dos Banks. Dick Van Dyke ( o Bert do Mary Poppins), com mais de noventa anos de idade, retorna no filme como Sr Dawes Jr. No novo longa, também somos apresentados a personagens dos outros livros escritos por P.L Travers como: Topsy Poppins, Prima da babá, e a senhora dos balões, interpretadas por duas veteranas: Meryl Streep e Angela Lansbury respectivamente
Um filme com Mary Poppins precisa de música, não é? E os responsáveis pelas músicas de Mary Poppins Returns são os mesmos responsáveis pelas músicas do musical Hairspray: a dupla composta por Marc Shaiman e Scott Wittman.
Enredo:
O filme se passa em 1935, vinte e cinco anos depois do filme original. Michael Banks se recupera da morte da esposa junto da irmã e de seus três filhos na casa número dezessete das rua das Cerejeiras. A imaginação do filho de George Banks se perdeu por completo e a família passa por momentos melancólicos em uma Londres nublada e fria. Um dia, porém, Mary Poppins desce das nuvens e se prepara para inúmeras aventuras com a nova geração de crianças, disposta a mais uma vez, salvar o patriarca da família Banks.
O filme estreia dia 20 de dezembro nos cinemas brasileiros e, atualmente, vem recebendo elogios de quase todos os críticos no exterior.
E vocês? Quais são suas expectativas para o filme?
Espero que tenham gostado.
Um Abraço,
Miguel
P.S:É muito bom estar de volta
De volta ao jogo
Oi gente, tudo bem com vocês?
Como estão todos?
Entre o último semestre de 2017 e pela maior parte de 2018, me encontrei incapaz de publicar aqui. Mas agora isto mudou: estou a todo vapor e disposto a aumentar cada vez mais a distribuição de conteúdo
Então fiquem atentos, pois muitas novidades virão em breve!
Um beijo e um abraço
Miguel
Como estão todos?
Entre o último semestre de 2017 e pela maior parte de 2018, me encontrei incapaz de publicar aqui. Mas agora isto mudou: estou a todo vapor e disposto a aumentar cada vez mais a distribuição de conteúdo
Então fiquem atentos, pois muitas novidades virão em breve!
Um beijo e um abraço
Miguel
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Conhecendo um pouco de "Coco"
Hoje, dia 2 de novembro, se comemora o dia dos finados em diversos países. Embora diversas regiões do mundo celebrem, a maneira que o México representa o dia de los muertos é a mais conhecida, principalmente por suas peculiaridades: caveiras coloridas, a comida em fartura, a música sem fim. Tudo isso serve para honrar nossos entes queridos que deixaram esse mundo. Vários programas e filmes usam essa noite como ambiente, seja pelo importante significado que ela transmite ou pelos visuais belíssimos que são apresentados.
Um desses filmes é "Coco", o 19º longa metragem animado da Pixar, programado para chegar nos cinemas brasileiros no dia 04 de janeiro de 2018. Desde que foi anunciado, o longa se encontra em conflitos: "Festa no céu", animação da Fox lançada em 2014 tem elementos e uma premissa muito parecida. "Coco" poderia ter tido o mesmo destino de "newt", mas mesmo assim o estúdio continuou com a ideia para o filme que viria ser o 1º musical da Pixar.
O filme se passa na cidade fictícia de Santa Cecília, onde nasceu o famoso cantor Ernesto de LaCruz, conhecido pelo seu sucesso "Remember Me". A cidade e constantemente iluminada com música e dança, para a irritação da família Rivera. Imelda Rivera, falecida matriarca da família, foi abandonada pelo marido quando este decidiu seguir a carreira musical. Após isso, toda melodia era proibida; mas Miguel, seu tataraneto, anseia em seguir os passos de seu ídolo e se tornar um cantor. No dia dos mortos, ele invade o mausoléu de LaCruz e rouba sua famosa guitarra, para imediatamente se ver transportado para a colorida Terra dos Mortos onde descobre que está amaldiçoado. Com ajuda de seus ancestrais, Miguel procura um meio de voltar para casa. A chave do filme, de acordo com os envolvidos, é a família. O longa pretende abordar a importância dos ancestrais. Mostrar como os que vieram antes de nós tiveram um papel crucial para o nosso desenvolvimento. Mas também pretende falar em como nada pode impedir o que você é.
Os responsveis pela criação do filme mergulharam de cabeça na cultura para fazer esse filme: em um vídeo dos bastidores, os produtores revelam que quase todos os elementos tem um significado importante como a constante presença Tagetes ( flor comum da celebração) ou os Alebrijes ( peças de artesanato) servindo como guias espirituais no mundo dos mortos.O longa pretende trazer inúmeras aparições, incluindo o da icônica pintora Frida Kahlo. E como ( quase) todos os filmes da Pixar, "Coco" promete tantas lágrimas quanto risadas
Quais são suas expectativas para "Coco"?
Espero que tenham gostado
um abraço
Miguel
domingo, 28 de maio de 2017
Uma rápida análise das novas músicas de “A Bela e a Fera”
Quando o live action da icônica animação
de 1991 foi anunciado como um musical,
fãs em todo mundo se animaram: A trilha
sonora desse filme é uma das mais queridas e lembradas. Em 1991, Howard Ashman
e Alan Menken compuseram hits que viriam a ser memoráveis e amados.
Howard, infelizmente, não chegou a
ver o sucesso que suas obras se tornaram. O compositor faleceu aos 40 anos por causa de complicações decorrentes da AIDS. “Belle”; “Be our
Guest” e “Beauty and the Beast” (músicas
de sua autoria) concorreram pela estatueta dourada de “Melhor Canção Original”
, categoria que música-tema saiu vencedora.
Alan Menken e Tim Rice foram os responsáveis pelas letras
das quatro novas músicas que estiveram presentes no live action lançado em 2017
, um filme que que divertiu e emocionou diversas famílias.
1- Aria
No lugar de um
prólogo com vitrais como ocorre na animação, vemos como era a vida do príncipe
antes dele ser transformado em uma horrenda fera. Na noite em que a feiticeira
visitou o monarca, houve um enorme baile de debutantes, onde uma Diva cantou
sua Aria.
Audra McDonald,
uma cantora com voz imponente e ganhadora
de 6 prêmios Tony, foi a responsável por
dar vida a Madame de Garderobe. Mesmo que sua Aria dure pouco mais de um
minuto, a atriz conseguiu transmitir emoção a cada palavra que cantou.
O Maurice dessa versão não é amalucado como sua contraparte animada. É um homem melancólico e triste com o desejo de proteger sua filha, coisa que infelizmente não conseguiu fazer com sua esposa. Enquanto o artista cria mais uma caixa de música, ele canta como é difícil, mas necessário, se apegar em momentos prazerosos e no amor.
Essa mesma música
toca nos créditos, cortesia de Celine Dion. Essa linda canção tem uma
importante mensagem: quando tudo parecer perdido, se lembre do amor e de coisas
boas, pois assim um momento pode durar para sempre.
Na versão estendida do filme, lançada no cinema em 2002,
vemos um número musical inédito: “Humanos outra vez”, onde todos os objetos do
castelo arrumam o castelo, porque acreditam que o feitiço será quebrado
rapidamente. Essa cena foi cortada do filme de 1991, pois atrasava o ritmo em que a história se encontrava.
Já no live action, os objetos cantam com esperança de que Bela seja a menina
que irá quebrar o feitiço que cobre o castelo . Todos anseiam, por um dia voltar a
vida normal, ter seus dias no sol como humanos. Lumiére e Plumette voltariam
a trocar beijos? Cadenza e Garderobe se encontrariam depois de tantos anos
separados ?
Qual foi a favorita de vocês ?
Espero que tenham gostado.
Um abraço
Miguel
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Bela e a fera e o desenvolvimento de Lefou
Há algum tempo fui ver o remake de “A Bela e a Fera”. Sentado
naquela imensa sala, assisti um filme que muitos esperavam e que tinha gerado
muitas (mas muitas) discussões na internet. Algo que gostei bastante no filme protagonizado
por Emma Watson foi o desenvolvimento de Lefou, personagem interpretado por
Josh Gad.
Na animação, Lefou é o
amigo mais leal de Gaston... Na verdade, ele está mais para capanga. Ele bajula
o vilão e é o responsável por começar a música “Gaston”, tema do mesmo. Embora
tente ser amigo do vilão narcisista, ele sempre acaba recebendo um soco no final.
Ele é visto pela última vez fugindo do castelo, depois de se
assustar com Chef Bouche, o fogão.
POLÊMICA:
o diretor do Live Action, Bill Condon, revelou em uma entrevista que o Lefou de Josh Gad seria o primeiro personagem homossexual da Disney. De acordo com ele, o personagem teria momentos em que gostaria de beijar Gaston e em outros, ser como ele. O diretor ainda acrescentou que teria uma “cena gay” no atual longa.
o diretor do Live Action, Bill Condon, revelou em uma entrevista que o Lefou de Josh Gad seria o primeiro personagem homossexual da Disney. De acordo com ele, o personagem teria momentos em que gostaria de beijar Gaston e em outros, ser como ele. O diretor ainda acrescentou que teria uma “cena gay” no atual longa.
No momento em que essa entrevista veio à tona, a internet
virou um campo minado. Os homofóbicos saíram de todos os cantos planejando
boicotes contra o conto de fadas. Fãs diziam que sempre suspeitaram da
orientação sexual do personagem por causa das declarações feitas durante a canção
do vilão na animação de 1991. Outros disseram que era um avanço para o cinema infanto-juvenil,
que vem se arriscando ao falar de assuntos polêmicos.
Por causa dessa decisão, alguns cinemas planejaram não passar
o longa. A Rússia, por exemplo, proibiu a exibição para menores de idade. Em
alguns cinemas norte-americanos, o filme foi cortado da programação.
O RESULTADO:
Então quando o filme foi lançado, os mais conservadores foram para
o cinema com um pé atrás. Muitos pensaram que teria uma declaração de amor de
Lefou para Gaston, coisa que obviamente não aconteceu.
Mas o que fizeram no filme foi algo surpreendente: deram
humanidade ao personagem de Josh Gad. Diferente do baixinho bajulador da
animação, o LeFou de Josh vê quando
Gaston deixa de ser um herói de guerra e
passa a ser um monstro, tanto que entre o início e no final do longa há
diversos conflitos internos no personagem, culminando na redenção dele.
1- Durante “Gaston”, LeFou envolve os braços de Gaston ao redor de seu
corpo. Quando percebe que ultrapassou o espaço pessoal do “amigo”, ele pergunta
“demais?”, e o antagonista assente .
2-Tom Dick e Stanley (colegas de
Gaston) sobem uma enorme escadaria para enfrentar Horlóge. No momento em que
pisam no andar de Cima, Madame de Garderobe se coloca entre os homens e o relógio. Usando seu talento
de fazer vestidos, a Madame veste os três com pomposos vestidos, para o
desespero de Tom e Dick que saem correndo. Stanley, por outro lado, sorri em
agradecimento e vai embora feliz enquanto Garderobe cantarola “Sejam Livres”.
3- Na dança final, enquanto Madame de Garderobe
canta a música tema do longa, há vários casais dançando. Lefou dança com algumas
damas, até que acidentalmente para nos braços de Stanley. Os dois se olham em
choque, mas nada ocorre: na cena seguinte, eles estão dançando com mulheres novamente.
Embora seja algo muito pequeno nesse filme, já mostrou que é possível
ter um representante LGBT nos longas da Disney. Afinal de contas, uma das empresas
mais influentes do meio do entretenimento já mostrou que não existe mais o
meio “Homem-Mulher”, como pode ser visto nas séries animadas “Gravity Falls” e “Star vs As forças do Mal” . Muitos anseiam que no futuro, uma animação (ou um filme Live Action) com um protagonista homossexual, e que não haja boicotes por causa disso.
Espero que tenham gostado
Um abraço
Miguel
Espero que tenham gostado
Um abraço
Miguel
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